Bem-vindo ao Altruísmo na Net! Este blog foi criado, com toda humildade e apesar das minhas limitações humanas, para dar mensagens positivas e aconselhamentos. Para entender melhor esta ideia e saber quem sou eu, clique aqui.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Já viram meus saltos?

Vocês já viram que eu gosto de novidade, não é? Tentativas, conquistas, emoções... Então aí está o meu segundo salto de parapente. Alguns amigos já viram, outros ainda não. Se preferir ver direto no You Tube, a qualidade fica melhor.

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Quem quiser ver o primeiro salto, clique aqui.

E você? O que fez para se divertir hoje? Saiu com seu cão, brincou com seu filho, tomou sua bebida predileta, ouviu música em alto e bom som? Emocione-se sempre e viva cada momento com alegria.

domingo, 12 de setembro de 2010

A música fala por si...

A semaninha foi trash... Nada melhor que uma música para acalmar as dores e fortalecer a fé na vida.

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domingo, 5 de setembro de 2010

A minha maior história de superação

Há muito tempo eu queria contar esta história aqui no blog, mas só agora senti que era a hora certa. Vou contar a vocês a minha maior história de superação. Tentarei ser breve, apesar da história ser um pouco longa. Vale a pena, eu garanto.

Em 2001 eu fui passar o reveillon em Cabo Frio, e fiquei hospedada no apartamento da minha amiga Sheyla Andreola, nutricionista como eu. Em outro apê, meus primos Maja, Fernanda e Flávio. Após um dia que eu achei meio turbulento, meio estressante, eu acordei de madrugada em uma situação estranha: eu estava sentada à cama, com o cotovelo, a boca e a cabeça sangrando. Em volta de mim a Fernanda e a Sheyla. A Maja estava chorando no outro quarto e o Flávio eu nem me lembro onde estava. Eu não entendia nada, mas quando consegui "voltar à realidade", a primeira voz que ouvi foi da Sheyla, dizendo: "Ju, você teve uma convulsão." Como a cidade estava uma loucura, ligamos para meu tio que é médico e ele me "prescreveu" um anticonvulsivante para que eu não tivesse outra crise até voltar para Goiânia, já que não havia possibilidade de conseguir antecipação de voo naquela altura do campeonato. Conseguimos, com muito jeito, comprar o remédio sem receita. E ali passei todo o restante das férias, sonolenta devido ao medicamento e com falhas de memória por causa da convulsão, até que retornasse à Goiânia para investigação que me trouxe o diagnóstico: angioma cavernoso na região parieto-occiptal. Traduzindo: um bolo de veias na parte posterior da cabeça, no cérebro. Eu tinha 22 anos e não sabia desta má formação congênita, localizada na região da visão lateral (que faz com que percebamos os vestígios ao nosso lado mesmo sem olhar diretamente para o ponto). O angioma estourou e ocasionou o derrame que me levou à convulsão. Opções: radioterapia, retirada por catéter ou cirurgia. Optei pela última.

Dias antes de operar passei por uma oração com um médium que impôs aos mãos sobre a minha cabeça e pediu por mim. Minha tia, que também é espírita, disse que teve a visão de uma massa, antes ligada por pequenos filamentos como se fossem teias de aranha, se desprender e ficar solta no meu cérebro. Que isso facilitaria muito a cirurgia, pois restaria ao médica sugá-la e pronto. E disse mais: "Ele vai te falar isso".

O mais complicado estava mesmo por vir: ao entrar no centro cirúrgico eu me lembro de conversar com o anestesista, um senhor de cabeça branca e olhos azuis lindíssimos. Os anestesistas nos pedem para fazer uma contagem regressiva começando do 10. Ninguém passa do cinco... Eu apaguei, mas subitamente comecei a ouvir todos conversando ao meu redor. Percebi então que a anestesia não havia pegado direito. Pensei: "Vou mexer a minha mão, eles vão perceber que estou acordada e vão me sedar mais." Só que, para meu desespero, eu não conseguia mexer! Eu ouvia e entendia o que estava acontecendo, mas não conseguia me mexer e não sentia dor. E aí tudo começou... Um auxiliar comentou: "Coitadinha... tão nova, comunicativa! Ela é nutricionista." E o outro: "Mas esse angioma não é tão grande, será que precisa mesmo de operar?" Um deles então falou: "Vamos passar a sonda", e colocaram a sonda urinária. Depois me entubaram, pois com anestesia geral não tem como você respirar. Meus olhos estavam fechados à força, com esparadrapo. Eu não mexia nada, mas sentia e entendia tudo.

Então colocaram uma ferramenta na minha cabeça que era para guiar o local do corte. Era como uma coroa, que tinha três parafusos. Estes foram apertados até se fixarem no meu crânio: dois atrás e um na testa. E então me levaram para fazer outra tomografia e detectar o exato local da cirurgia. Senti meu corpo passeando pelos corredores do hospital, entrando e saindo do tomógrafo. Ao voltar à sala eles me viraram de bruços. Neste momento senti um incômodo no pescoço e percebi que era uma distensão. Mas ninguém percebeu. E então começaram a raspar meu cabelo. Chorando eu tentava ouvir a voz do meu médico, que ainda não estava lá. Sentia as lágrimas escorrerem, e então rezava o Pai Nosso e Ave Maria compulsivamente. Em um certo momento que o oxigênio acabou alguém ainda comentou: "Ainda bem que nós vimos!" Se eles soubessem que eu estava ouvindo tudo isso... E então ouvi o barulho da serra tentando romper o meu crânio. A enfermeira ainda perguntou se o médico (irmão do meu cirurgião) queria um óculos de proteção, e ele disse que não precisava. Pegou um martelo e tentou quebrar meu osso que acabara de serrar. Então disse: "Não quebrou." E só então ouvi a voz do meu médico, em quem depositei toda a confiança, abaixo de Deus, e que até aquele momento eu temia ter me abandonado: "Então serra mais". E deste momento até o final da intervenção eu não ouvi mais nada até o término da cirurgia.

Ao terminar o procedimento, ainda no centro cirúrgico eu já comecei a conversar e fiquei 48 horas acordada, sendo 24 delas na UTI. Lá uma enfermeira ainda me deu uma bronca, porque fui passar a mão na cabeça: "O que você está mexendo aí? Não adianta, minha filha! O que Deus fez e o homem põe a mão nunca mais fica igual." Cheia de psicologia... E recebendo a visita do meu médico, a primeira frase que ele me disse: "Estava solto, foi fácil! Foi só sugar!" - como minha tia profetizou. E então relatei o fato da anestesia a ele. Como ele pensou que era coisa da minha cabeça, contei os detalhes da cirurgia. Então ele tonteou e segurou na grade cama. Saiu nervoso e de onde eu estava eu o via discutindo com o anestesista.

No segundo dia fui para o quarto, comi de tudo (até o que eu não gostava, rsrs...) e em 15 dias eu estava dirigindo! Foi neste período de repouso que eu ganhei os livros budistas do meu irmão Rogério e comecei os meus estudos sobre esta filosofia que permeia a minha vida em todos os momentos.

Viu como a vida tem seus presentes até nas situações mais perturbadoras?

Problemas acontecem e estão aí para ser superados. Depois dessa, nada me derruba. Nem ninguém.