Bem-vindo ao Altruísmo na Net! Este blog foi criado, com toda humildade e apesar das minhas limitações humanas, para dar mensagens positivas e aconselhamentos. Para entender melhor esta ideia e saber quem sou eu, clique aqui.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Exercícios para o cérebro

Estou lendo um livro muito bom chamado "Treine a Mente, Mude o Cérebro". "O livro relata as novas descobertas da ciência sobre a mutabilidade ou plasticidade do cérebro e revela de que maneira as pessoas podem alterar a estrutura desse órgão para vencer a depressão, curar feridas emocionais, tratar problemas de aprendizado ou mesmo psicológicos, como o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC)." Foi escrito pela neurocientista Sharon Begley, participante do Instituto Mente e Vida, fundado pelo Dalai Lama. O instituto possui, dentre outras ações, um grupo científico composto por autoridades em neurociência e budismo. O livro é um apanhado da conferência feita pelo grupo em 2004.

Sempre fui encantada com o assunto. Pouco a pouco quero compartilhar os conceitos e aplicabilidades da neuroplasticidade com vocês. De cara digo: o importante é exercitar o cérebro, lançar desafios. Se você é destro, já sabe escovar os dentes com a mão direita; se você já sabe reclamar dos problemas, aprenda a agradecer a oportunidade do desafio como instrumento para sua evolução; se você tem dificuldade com números, agora já pode e deve enfrentá-los . Em toda e qualquer situação você pode melhorar o seu cérebro. Veja o vídeo que traz lições simples e cotidianas sobre o assunto.

video

Nada é tão bom que não possa ser melhorado.
E isso também diz respeito às nossas mentes.

terça-feira, 4 de maio de 2010

O que é neuroplasticidade?

Olá, amigos. Vocês já ouviram falar em neuroplasticidade? É a capacidade de moldar o cérebro (parte física) através do trabalho mental. Ao contrário do que se pensava, sabe-se hoje que o cérebro pode ter suas estruturas modificadas através da repetição de atividades. Isso mesmo! O cérebro também é capaz de se adaptar, crescer, regenerar... O que acontece é que as áreas mais utilizadas são fortalecidas. Como os músculos respondem aos exercícios físicos, o cérebro responde aos exercícios mentais. Quando você começou a aprender a dirigir ou ler não fazia estas atividades com maior dificuldade e lentidão do que faz hoje? Mas você aprendeu a dirigir e a ler, e hoje isso é simples.

Os budistas sempre souberam disso, e modelam suas mentes usando o monitoramento dos pensamentos e, principalmente, a meditação. Perceba que músicos desenvolvem áreas relacionadas à audição e coordenação motora fina ao repetidamente ensaiarem suas músicas; taxistas têm melhor capacidade de gravar nomes de ruas, localizações, etc; a felicidade é maior nas pessoas que repetidamente procuram ver o lado bom das situações; pessoas que respiram fundo antes de responder ou descontar ofensas são menos belicosas. Você pode me dizer: mas estas pessoas nasceram assim: boas de ouvido, boas de memória ou mais felizes. E a ciência te diz: não, estas pessoas não são mais sortudas, pois elas têm um cérebro extremamente semelhante ao seu. O que elas têm de diferente em relação à você, caro amigo, é o comportamento. Estas pessoas treinaram sua mentes, pois se o músico não ensaiar ele não consegue tocar bem.

Isso se dá porque as áreas mais utilizadas do cérebro (nestes exemplo, a percepção auditiva, coordenação motora, memória, senso de localização, felicidade, paciência, tolerância) passam a ter mais neurônios trabalhando no local destinado a estas tarefas. São criados novos neurônios, e a transmissão de impulsos, feitas por substâncias chamadas de neurotransmissores, fica muito mais eficiente. Os feixes de neurônios que ligam as partes relacionadas a estas tarefas ficam mais grossos e o recrutamento das células para o trabalho fica muito mais rápido.


Não é o máximo? Cada um pode fazer com o seu cérebro o que quiser. Mas para isso é preciso treinar. O pensamento, as ideias, a mente, o comportamento... todos são ferramentas para transformar nossa máquina cerebral. No próximo post vou falar sobre tarefas que podem ajudar na reestruturação cerebral. E isto vale para qualquer idade. Comece já.